A PAUTA É A NOSSA HISTÓRIA – Histórias de quem têm o que contar

LÚCIO ALBUQUERQUER

 

AS (muitas) VEZES QUE NÃO MORREMOS (I)

Histórias de quem têm o que contar

Normalmente jornalistas não gostam de contar algo sobre suas vidas, grupo que em quase sua totalidade se encontram os membros da “Confraria 30 mais”, todos profissionais de várias áreas, gente com, no mínimo, 30 anos de Atividade na área de levar, em forma de notícia, fatos que tenham acontecido com os outros, mas que encontram dificuldades em relatar em forma de texto suas aventuras e desventuras, alguns com mais experiência em casos difíceis, mas cada um tendo muito o que narrar.

Esse desapego em narrar o que certamente dará boas histórias preocupa ainda mais porque numa época em que se dá mais atenção à narrativa que ao fato em si, e até para mostrar os caminhos da reportagem e as dificuldades para quem tinha de reportar, com tempo para fechar e, pior ainda, para quem tinha de mandar o apurado em forma de notícia para fora do Estado – até para veículos da imprensa rondonienses, se onde você estivesse nem telefone havia.

A falta de estrutura mínima para que as informações coletadas, e fotógrafos como Marcos Grutzmacher, Jeferson Lima ou nós mesmos quando tínhamos de mandar cenas para jornais da capital ou de São Paulo, aí tínhamos de “dar nosso jeito”.
Há alguns dias estávamos eu, o Marco Anconi, o Montezuma Cruz e o Carlinhos Araújo, todos veteranos profissionais da imprensa, conversando sobre as viagens que já fizemos na região, nas vezes em que estivemos expostos a acidentes graves ou a situações pelo menos risíveis, e eu fui “jogar uma água fora”. Como temos muitas histórias a contar o Monte sugeriu: AS VEZES QUE NÃO MORREMOS. Eu ainda vou oferecer um adendo: AS (muitas) VEZES QUE NÃO MORREMOS.

São essas narrativas que pretendemos contar nesta série.

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