Rondoniense prefere carro elétrico a quarta gasolina mais cara

Rondônia: 4º estado com a gasolina mais cara do Brasil pesa no bolso de quem precisa rodar

Rondônia voltou a aparecer no topo do ranking de combustíveis. Segundo levantamento da ANP de 2024, o estado tem a 2ª gasolina mais cara do país com média de R$ 6,40, e em outros levantamentos mais recentes figura entre os 5 mais caros: R$ 6,65, R$ 6,739 e R$ 7,214. Nas tabelas do Confaz, o valor médio usado para cálculo do ICMS também coloca Rondônia acima de R$ 6,13. Em julho deste ano, Rondônia foi um dos estados que teve reajuste para cima no valor médio dos combustíveis, com alta de R$ 0,07 no etanol.

A alta frequente do preço da gasolina tem empurrado motoristas a buscar alternativas para rodar mais gastando menos.
Em Porto Velho, a saída encontrada por muitos tem sido o carro elétrico.
A frota de veículos movidos a bateria cresceu nos últimos meses na capital rondoniense. O movimento é puxado principalmente pelos motoristas de aplicativo. Para eles, a conta no fim do mês pesa menos quando o combustível é trocado pela energia.

De olho nesse novo perfil de consumidor, empreendedores locais viram oportunidade de negócio. Algumas empresas de aluguel de carros elétricos começaram a operar na cidade. A proposta é oferecer o veículo por diária ou por semana, sem que o motorista precise comprar. Junto com o aluguel, surgiram também os primeiros pontos de abastecimento com carregador. Eles estão sendo instalados em áreas estratégicas para atender quem passa o dia nas ruas.
A estrutura ainda é pequena, mas já dá suporte à demanda que vem crescendo.
Especialistas apontam que o custo por quilômetro do elétrico é até 4 vezes menor que o da gasolina. Por isso, a troca tem feito sentido financeiro para quem trabalha com transporte. O cenário mostra uma mudança de hábito forçada pelo bolso e sustentada por novos serviços. Em Porto Velho, o carro elétrico deixa de ser novidade e começa a virar ferramenta de trabalho.

Por que o combustível é tão caro em Rondônia?

Especialistas e os dados da ANP apontam que o principal fator para o preço elevado é a logística de transporte. Como a região é isolada, o combustível precisa percorrer longas distâncias. Grande parte do produto consumido no estado é transportada a partir da refinaria localizada em Manaus, o que encarece o valor final do frete, além das margens de distribuição e revenda locais.

Não é só “a Petrobras”. O preço na bomba é um efeito cascata. Os principais motivos que deixam Rondônia entre os mais caros. Como boa parte da Região Norte, Rondônia depende de transporte rodoviário de longa distância para trazer combustível das refinarias do Sudeste e do Centro-Oeste. Frete mais caro = litro mais caro já na chegada.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços é o principal peso estadual. Desde junho de 2023 o ICMS da gasolina foi unificado em valor fixo de R$ 1,37 por litro, mas os estados ainda definem a base de cálculo. Estados do Norte e Nordeste historicamente praticam alíquotas mais altas. Especialistas apontam que a alíquota média nacional varia entre 28% e 32%.

Os três estados com maior preço médio ficam no Norte: Acre R$ 7,04, Rondônia R$ 6,40 e Amazonas R$ 6,32. Em 2024, os 10 estados mais caros estavam todos no Norte e Nordeste. Além de impostos federais PIS/Cofins, entra também a margem de lucro do posto e da distribuidora.

O impacto no dia a dia. Trabalhador que depende do carro/moto. Com salário que não acompanha o combustível, muita gente corta deslocamento, deixa de visitar parente ou adia consulta. Quem mora em Jaru, Ariquemes, Cacoal e precisa ir até Porto Velho sente no bolso: ida e volta pode passar de R$ 100 só de gasolina.

Para quem vive de Uber, 99, Urbano Norte e entrega, a conta é cruel. Com a gasolina beirando R$ 6,40 a R$ 7,21, o custo por km sobe. Resultado: corridas mais caras para o passageiro, menos corridas aceitas, ou o motorista rodando mais horas para manter a mesma renda. Diesel também está entre os mais caros: Rondônia aparece com R$ 6,42, o que atinge quem faz frete e transporte.

Efeito em cascata nos preços. Tudo que chega de caminhão fica mais caro: mercado, farmácia, material de construção. Quando o frete sobe, o comerciante repassa. Ou seja, mesmo quem não tem carro paga a gasolina cara no preço do arroz e do gás. Para forçar o consumo da gasolina cara, em alguns momentos os postos também subiram o etanol de forma “inexplicável”, tirando a opção mais barata do consumidor.

Média nacional no 1º semestre de 2024: R$ 5,86. Rondônia estava R$ 0,54 acima. Diferença entre estados chega a 18,8%. Enquanto no Amapá o ICMS mais baixo puxa o preço para baixo, no RJ o imposto chega a R$ 2,32 por litro. Na última semana monitorada pela ANP, 12 estados tiveram alta, e Rondônia estava na lista.

Não há mágica de curto prazo. A redução dependeria de 3 frentes: queda no preço de refinaria da Petrobras, revisão de alíquotas de ICMS pelos estados e melhora na logística.

Para o consumidor, as saídas imediatas são: pesquisar preço antes de abastecer, usar apps de comparação, avaliar carona, transporte coletivo e manutenção do veículo em dia para economizar km/l. No fim, como mostra o ranking, o problema atinge a todos: do trabalhador que vai para o serviço ao motorista de app que sustenta a casa rodando a cidade.

Um estudo realizado pela consultoria J.D. Power revelou que cerca de 96% dos proprietários de veículos elétricos pretendem continuar com um carro a bateria na próxima compra. Esse alto índice de fidelidade indica que, para a maioria das pessoas, a transição para a mobilidade elétrica é um caminho sem volta.

Três fatores explicam essa satisfação: primeiro, o menor custo de uso e manutenção. Rodar com um elétrico pode gerar economia de até 80% em comparação à gasolina e exige menos revisões por ter menos peças móveis. Segundo, a evolução da infraestrutura e da autonomia. A rede de carregamento cresceu bastante e a autonomia dos modelos atuais já atende com folga o uso diário da maioria dos motoristas. Terceiro, a experiência de condução. Silêncio, aceleração instantânea e alta tecnologia embarcada fazem com que voltar para um motor a combustão seja pouco atraente para quem já experimentou.

Serviço

Em Porto Velho algumas grandes redes e locadoras locais já estão incluindo veículos elétricos/híbridos na frota e atendem na cidade.

Redes nacionais com loja em Porto Velho
Movida – Av. Governador Jorge Teixeira, 395 – Nova Porto Velho.

Aeroporto: Av. Governador Jorge Teixeira, 0 – Aeroporto Intern. Gov. Jorge Teixeira de Oliveira. Funciona 24h no aeroporto. Tel: 0800 6068686

Localiza – Av. Governador Jorge Teixeira, 151 – Aeroporto, Roque – Tel: (69) 3225-7307

Hertz Rent a Car – Av. Governador Jorge Teixeira, 786 – Nova Porto Velho
– Tel: (69) 3211-0575

Avis – Rua da Beira, 5580 – Floresta
Rua da Beira, 5601 – Nova Porto Velho
Tel: (69) 3210-1500

Unidas Rent a Car
Av. Prefeito Chiquilito Erse, 3288 – Agenor M. de Carvalho – Funciona Seg-Sex 08h-20h, Sáb 08h-20h, Dom 12h-20h.

Locadoras locais
Brazilli Locadora de Veículos – Rua Emil Gorayeb, 3846 – São João Bosco – Tel: 69322212.

Leucar Locadora de Veículos – Rua Tunis, 46 – CS 46, Eletronorte – Tel: (69) 98115-9963

Silvacar Locadora – Rua Abunã, 1914 – São João Bosco – Tel: (69) 3026-4400

Almeida Rent a Car – Rua Marechal Deodoro, 2135 – Centro – Tel: (69) 3221-3700

Mobitech Locadora De Veiculos S.a. – Av. Calama, 4229 – Embratel 8681c2201264.

Importante: Como o nicho de elétricos está crescendo em PVH com motoristas de aplicativo. Por isso vale ligar antes e perguntar se a unidade tem carro elétrico/híbrido disponível no momento, porque a frota varia bastante entre as lojas.

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