SILVIO PERSIVO
Uma conversa sobre o que não se tem mais “…a liberdade não é puramente individual. Não se trata simplesmente da minha capacidade de escolher minha profissão, meu cônjuge, onde moro- trata-se também de poder participar do autogoverno coletivo e de poder participar politicamente para tomar as grandes decisões para a comunidade como um todo… Acho que isso sempre foi um componente importante do que entendemos pela parte liberal do liberalismo- bem, pela parte democrática também. Significa exercer autonomia em todos os níveis” (Francis Fukuyama).
Fecomércio apresenta proposta do programa jovem aprendiz para a prefeitura de Porto Velho
O Programa Jovem Aprendiz, uma pauta nacional defendida pela CNC, como forma de inclusão social e combate ao desemprego, foi o tema de reunião entre o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/RO e vice-rresidente da CNC, Raniery Araújo Coelho, no início da tarde de quinta-feira (06/08) com o prefeito Léo Moraes, no Gabinete da Prefeitura de Porto Velho. Raniery Coelho apresentou uma proposta de expansão do Programa Jovem Aprendiz, que faz parte de uma pauta nacional da CNC, alusiva às comemorações dos 80 anos do Sesc e do Senac no Brasil. O objetivo principal foi o de incluir a gestão pública municipal como parceira na contratação e execução do programa. Durante o encontro, Raniery Coelho reforçou o compromisso da Confederação, citando a atuação do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defensor da aprendizagem profissional como ferramenta de inclusão social, combate ao desemprego e superação do déficit de qualificação no país. E afirmou que “No Programa Jovem Aprendiz do Senac, o participante conta com formação profissional 100% gratuita e remuneração garantida pela entidade contratante, assegurando capacitação técnica no mercado em plena conformidade com a legislação trabalhista. Levamos uma proposta que terá impactos sociais significativos no primeiro emprego para jovens da capital”. O prefeito Léo Moraes foi receptivo à proposta e ressaltou que sua gestão é autora da Lei que criou o Programa “Jovem Aprendiz da Inclusão” em 2025, direcionado para jovens com deficiência. Ele confirmou que encaminhará a minuta da parceria à Assessoria Jurídica da Prefeitura para análise. A reunião contou ainda com as presenças da assessora jurídica e sindical da Fecomércio_RO, Jéssica de Souza Lima, e do coordenador regional de Educação Profissional do Senac/RO, Uíliam Barros de Andrade.
PMES ESTAO DESPREPARADAS PARA EMISSÃO DE NOTA FISCAL COM IBS E CBS
Com a Reforma Tributária em andamento desde 3 de agosto, a nota fiscal eletrônica emitida por empresas do regime normal precisa trazer os campos de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) preenchidos. Sem eles, o documento é rejeitado pelo sistema da Receita Federal. As alíquotas de 2026 são simbólicas, 0,1% de IBS e 0,9% de CBS, mas nota rejeitada é o faturamento parado. Entretanto, como indica um estuda da Conta Azul, aplicado entre 13 de julho e 1º de agosto com 404 profissionais, boa parte do mercado chegou a esta data sem ter olhado para o assunto. Entre os 248 empresários e gestores financeiros de pequenas e médias empresas ouvidos, 58,9% disseram não ter mapeado nenhuma mudança operacional decorrente da reforma. Na base total, que inclui contadores e responsáveis por BPO (Business Process Outsourcing) financeiro, o índice é de 45,8%. Quando se pergunta quais processos internos são mais impactados, a emissão e a conferência de nota fiscal aparecem em primeiro lugar, citadas por 50,2% dos respondentes. Entre as PMEs (Pequena e Média Empresa), o índice chega a 52,4%. A mudança na nota é, ao mesmo tempo, a mais lembrada e a menos resolvida. O novo destaque de CBS e IBS na NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) é o item mais citado por quem já mapeou alguma mudança, com 42,6% das menções na base total. O número cai para 31% quando se olha apenas as PMEs e sobe para 60,9% entre contadores e BPOs. A distância entre saber e ter feito aparece de forma mais direta em outra pergunta. Questionados se os processos internos já foram adaptados para operar com os dois sistemas tributários ao mesmo tempo, 8,4% dos respondentes disseram estar completamente adaptados. Outros 26,5% responderam que não sabiam que precisavam fazer isto. Entre as PMEs, essa última resposta chega a 37,1%. “O que aparece no levantamento não é resistência, é desconhecimento. Uma parte grande das empresas descobre a mudança quando a nota é rejeitada, e aí o faturamento já parou”, diz Vinicius Roveda, CEO e cofundador da Conta Azul. “Quem emite nota no regime normal precisa checar hoje se o sistema já está atualizado, não na semana que vem”. Nota com informações de Gabrielle Pepato da thelever.com.brasil.
VAREJO FARMACÊUTICO CRESCE 8,2% NO 1º TRIMESTRE DE 2026
Segundo análise da Zetti Brasil, empresa especializada em tecnologia para o varejo farmacêutico, o setor farmacêutico brasileiro manteve a trajetória de crescimento, com altas de 9,25% no faturamento, 5,37% nas transações e 3,69% no ticket médio no 1º semestre de 2026, impulsionando a expansão dos canais digitais e das vendas vinculadas a consumidores cadastrados. Esta ánalise foi feita a partir de dados agregados e anonimizados de mais de 1.600 operações que usam o Vetor Farma, plataforma de gestão de farmácias e drogarias. Entre janeiro e junho de 2026, essas operações movimentaram mais de R$ 3,9 bilhões em cerca de 56 milhões de transações. O faturamento do setor cresceu 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o volume de vendas avançou 6,1%. Já o ticket médio das compras registrou uma alta de 1,9%, chegando a R$ 70,04.


