Alice Thomaz entre Mesquita de Figueiredo e Montezuma Cruz
ALICE THOMAZ
Qual ou quais os segredos da mente de um homem que às vésperas de completar 78 anos de idade resolve lançar um site de notícias em uma cidade coberta por nada mais, nada menos que uns 300 sites, número que para alguns está subestimado? E aí ele diz: “vencer meu ócio, tentar fazer jornalismo e quem sabe, ser uma vela nessa escuridão”.
Com tais propósitos nasce o site Mesquita de Figueiredo, que era para ser um blog, mas o prestador de serviços contratado para gerá-lo, acabou construindo um site e assim ficou https://mesquitadefigueiredo.com.br/
A ideia de lançá-lo em um almoço com alguns membros da Confraria 30+, foi fantástica. E o evento foi no último sábado (25) no Peixinn Restaurante do Chef Calixto.
Mesquita de Figueiredo com turismólogo e Chefe Calixto no Peixinn
O esporte amador, segundo o próprio Mesquita, será um dos carros chefes. A cultura local também terá destaque nas páginas do novo site. Alguns amigos foram convidados para manter colunas com abordagem de assuntos diversos. O sonho foi construído e virou realidade. Agora é trabalhar, conquistar e torcer pelo bom desempenho, porque um veículo sério de comunicação que se dispõe a informar a sociedade é sempre bem-vindo.
Pra quem não sabe, a Confraria 30+ é formada por um grupo de jornalistas, que poderíamos dizer da velha guarda. A maioria aposentado, mas que teimosamente continua produzindo informações, agora não mais para o sustento da família, mas pelo simples prazer de escrever.
O lançamento na visão poética de Dadá, Adaides Batista dos Santos

A criação do portal representa uma nova contribuição ao jornalismo rondoniense, em um momento em que a informação qualificada, a análise responsável dos fatos e o compromisso com a verdade tornam-se cada vez mais essenciais para o fortalecimento da democracia e da cidadania. O lançamento foi celebrado pelos convidados como uma iniciativa que resgata valores fundamentais da profissão e reafirma o papel social da imprensa na construção de uma sociedade mais consciente, plural e humana.

Forte abraço!

Encontro marcado com Zola, o filho do Dió “Dionízio Xavier da Silveira”
Dias desses, fui agradavelmente surpreendido no meu Zap por uma mensagem que chegou de outros tempos, vinda de longe, muito longe mesmo — dessas distâncias pra lá de um palmo no mapa. A pessoa se apresentou com simplicidade: “Aqui é o Mesquita de Figueiredo, repórter”. E, sem grandes rodeios, já emendou que tinha interesse em conversar comigo sobre algumas questões. De imediato, entendi que ele não precisaria de recomendação nenhuma, nem de apresentação formal, nem de credenciais que atestassem sua trajetória. Era só puxar a cadeira e se deixar levar pela prosa. Porque, mesmo antes de ele soltar a ponta do novelo, já estávamos imersos num longo, gostoso e denso papo — desses que não se medem pelo relógio — e fomos, cada fala era um fio que puxava outro. Reminiscências foram brotando em profusão, com nomes de pessoas e lugares delineando uma mesma estrada, como que preenchendo um hiato de tempo perdido. Foi fácil constatarmos que estivemos nas mesmas esquinas da resistência democrática durante a ditadura, na militância do velho e saudoso Partidão.
Confesso que, naquela conversa, veio à tona uma curiosidade: não tivemos a oportunidade de nos cruzarmos em Porto Velho, cidade que, para ambos, guarda marcas profundas. Eu saí de lá logo após a instalação da primeira Câmara Municipal, no início dos anos setenta, enquanto Mesquita só chegaria sete anos depois, com a representação do jornal “A Voz da Unidade “.
E agora, como que comemorando esse “reencontro”, temos como brinde o lançamento de seu jornal eletrônico — uma trincheira nova, mas com a mesma alma daqueles tempos em que a palavra impressa era arma e abrigo. Bons presságios para as jornadas de sempre, porque, no fundo, a luta continua, e a estrada, mesmo com seus desvios, ainda nos convoca a seguir juntos.


Dionízio Xavier da Silveira, Dió, farmacêutico, jornalista e militante político


