TEIA DIGITAL – Refiz municipal foi prorrogado até dezembro

SILVIO PERSIVO

A vida é para quem vive. “Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para arriscar e humilde o suficiente para aprender” (Clarice Lispector). 

REFIS MUNICIPAL FOI PRORROGADO ATÉ DEZEMBRO 
Atendendo a uma solicitação das entidades do setor produtivo da capital, a Prefeitura de Porto Velho prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o prazo de adesão ao Programa de Estímulo à Regularização Fiscal (REFIS Municipal 2026), coordenado pela Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz).
A prorrogação, meio do Decreto nº 22.294/2026, foi publicado na edição de sexta-feira do Diário Oficial do Município, com efeitos retroativos a 1º de agosto de 2026. O presidente do Sistema Fecomércio-RO, Raniery Araújo Coêlho, ao cumprimentar o prefeito Léo Moraes pela decisão,  destacou que a prorrogação representa uma oportunidade importante para que empresários regularizem débitos tributários, incluindo ISSQN e IPTU, mesmo aqueles já inscritos em Dívida Ativa. Além dos benefícios imediatos aos contribuintes, o Decreto Municipal traz um aspecto estratégico relacionado à Reforma Tributária. A arrecadação do ISSQN registrada entre 2019 e 2026 servirá de base para a formação da média oficial que influenciará os cálculos de compensação financeira durante a transição para o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Na prática, quanto maior for a arrecadação do ISSQN até o final de 2026, maior será a capacidade de Porto Velho de assegurar recursos públicos ao longo das próximas décadas. Esse histórico será determinante para a definição das compensações financeiras previstas durante os 50 anos de transição da Reforma Tributária, reduzindo o risco de perdas de receita para o município. Segundo Raniery Coêlho, a adesão ao Refis vai além da regularização fiscal individual.  “Este é um ponto muito relevante do Decreto. Ao aderir ao Refis e regularizar o ISSQN, o empresário não apenas coloca suas obrigações fiscais em dia, mas também contribui diretamente para fortalecer a participação de Porto Velho na distribuição dos recursos que serão destinados ao município nas próximas décadas.” 

TEATROS DA AMAZÔNIA SE TORNAM PATRIMÔNIO MUNDIAL CULTURAL 

Na 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul, o Teatro Amazonas e Theatro da Paz, de Belém.  foram reconhecidos como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco, em candidatura conjunta com o Sob a denominação “Teatros da Amazônia”, os dois se tornam o primeiro bem cultural da Região Norte a integrar a lista e a 26ª inscrição brasileira. A expectativa é de que aumente a projeção de Belém e Manaus como destino de turismo cultural.  O reconhecimento, aliás acontece num momento de expansão do turismo nos dois estados.   

ESTRADA DE FERRO MADEIRA-MAMORÉ COMO PATRIMÔNIO MUNDIAL 

Por sinal no último sábado (1º), data em que a ferrovia do Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré completou 114 anos foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) uma carta de intenção manifestando o interesse do município em estruturar a candidatura da EFMM à Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A proposta, que reconhece a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré como um patrimônio de valor universal excepcional, destaca sua importância histórica, cultural, tecnológica e humana. De fato, a Madeira-Mamoré é um dos maiores símbolos da memória da imigração internacional, da engenharia ferroviária e da história social do trabalho, preservando remanescentes ferroviários, locomotivas, oficinas, edifícios históricos e um conjunto arquitetônico de grande importância.   

VAREJO FECHA SEMESTRE COM QUEDA DE -2,2% 

A trajetória do 1º semestre foi marcada por forte oscilação. Depois de avançar 6,1% em janeiro, o varejo teve queda na intenção de compra de 10,2% em fevereiro, o pior resultado do período. Em março, a teve uma queda menor de 0,7%, quando começou a sinalizar uma estabilização. Em abril ganhou força com uma alta de 4,1%, que foi menor em maio, quando o índice avançou 0,4%. Porém a sequência positiva foi interrompida em junho, que encerrou com queda de 1,4%, influenciada pelas mudanças no fluxo de consumidores durante os jogos da Copa do Mundo. Quatro das cinco regiões brasileiras encerraram o 2º trimestre no campo positivo: Sul (4,4%), Centro-Oeste (2,0%), Norte (0,6%) e Sudeste (0,2%). O Nordeste foi a única região que teve retração, de 1,0%. No fechamento do semestre, apenas o Norte permaneceu positivo, com uma alta de 0,1%. O Centro-Oeste ficou quase estável, com variação negativa de apenas -0,1%, enquanto o Nordeste (0,4%), Sudeste (2,3%) e Sul (5,5%) encerraram o período em queda. Os dados são do Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV SEED), levantamento da Seed Digital com base em mais de 58 milhões de visitantes monitorados mensalmente em milhares de lojas do Brasil. 

BRASILEIROS VÃO GASTAR R$ 250,00 NO DIA DOS PAIS  

O Dia dos Pais movimenta bilhões no varejo brasileiro todos os anos.  Quais os planos, os hábitos de consumo e os sentimentos do brasileiro para a data em 2026? Segundo uma pesquisa inédita da Hibou em parceria com a Score Agency, que busca fazer o retrato do consumidor: 46% vão presentear o pai este ano, 22% vão passar o domingo em casa sem receber visitas, e para 33% o que não pode faltar é o almoço em família, à frente de qualquer presente. É significativo que 22% dos brasileiros vão ficar em casa neste Dia dos Pais sem receber ninguém. Logo atrás aparecem os que vão até a casa do pai ou do sogro (17%) e os que vão receber a própria família em casa (14%). Este movimento em direção à casa dos pais é puxado pelos mais jovens: entre os que têm até 34 anos, 25% vão para a casa do pai ou do sogro, mais de quatro vezes o registrado entre os brasileiros com 55 anos ou mais (6%). Só 7% preferem sair para comemorar em um restaurante, e 12% ainda não decidiram o que farão no fim de semana.  Entre quem vai ficar em casa sem visitas, o programa favorito é disparado, dormir e descansar (48%), seguido de maratonar séries e filmes (41%) e brincar com crianças e pets (24%). O recorte etário é esclarecedor: entre os mais jovens (até 34 anos), dormir/descansar sobe para 57% e ler um livro aparece com 36%, quase o triplo do registrado entre os brasileiros com 55 anos ou mais (12%). O que se observa deste retrato do consumidor em relação ao Dia dos Pais é que se valoriza mais a presença do que o presente. Quando 41% apontam que estarem todos juntos é o maior presente e 72% que pretendem gastar até R$250,00 na comemoração, é evidente que o consumidor não abandonou a data: procura adaptar os presentes ao seu orçamento e modos mais significativos de comemorar a data. Com dados de Jessica Barreto da Freschpr.com.  

 

 

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