
Rio Negro, em Manaus, durante um período de forte calor. Fenômenos climáticos como o El Niño podem alterar o regime de chuvas e as temperaturas na Amazônia.
Manaus sente no cotidiano os efeitos das mudanças nos padrões climáticos da Amazônia.
Períodos de calor intenso e alterações no regime de chuvas chamam a atenção para a influência do El Niño, fenômeno climático associado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e que pode provocar impactos em diferentes regiões do planeta.
Em setembro de 2026, o fenômeno apresenta sinais de fortalecimento. Organismos de monitoramento climático apontam elevada probabilidade de que o atual episódio de El Niño alcance intensidade muito forte nos próximos meses, aumentando a atenção para possíveis alterações no regime de chuvas e nas temperaturas em diferentes regiões do Brasil.
Impactos no Amazonas
No Amazonas, os efeitos associados ao El Niño podem se refletir principalmente em mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas. As condições climáticas também podem influenciar o nível dos rios, a navegação, a atividade econômica e o cotidiano das populações que dependem dos cursos d’água.
De acordo com o segundo boletim nacional sobre o monitoramento do El Niño, divulgado em agosto de 2026 por órgãos como INMET, INPE, CENSIPAM e outros, havia previsão de predominância de chuvas abaixo da média em grande parte da Amazônia Legal, incluindo áreas do Amazonas. O mesmo cenário indicava temperaturas acima da média, favorecidas pela menor cobertura de nuvens, maior incidência de radiação solar e redução da umidade relativa do ar.
Reflexos no cotidiano de Manaus
Em Manaus, alterações no regime de chuvas e períodos prolongados de calor podem ser percebidos no cotidiano da população. As condições climáticas também podem influenciar atividades que dependem dos rios, especialmente o transporte fluvial, além de aumentar a atenção para períodos de estiagem e para a ocorrência de queimadas.
O que esperar dos próximos meses
Para os próximos meses, a previsão indica a continuidade do El Niño e a possibilidade de que o fenômeno alcance intensidade muito forte durante a primavera de 2026. Para o trimestre de setembro a novembro, as projeções apontam maior probabilidade de chuvas abaixo da média em áreas do Amazonas e de outras partes da Amazônia Legal, enquanto as temperaturas devem permanecer acima da média.
Esse cenário pode prolongar o período de menor disponibilidade de chuva e aumentar a atenção para os níveis dos rios, a disponibilidade hídrica e o risco de incêndios florestais. Os órgãos responsáveis pelo monitoramento climático destacam, porém, que as condições podem variar ao longo dos meses, tornando o acompanhamento das atualizações meteorológicas importante para avaliar a evolução do fenômeno e seus impactos no estado.
Por Israel Oliveira


