TEIA DIGITAL – Comerciantes protestam contra violência no centro de porto velho

SILVIO PERSIVO

Para sonhar basta estar vivo.  “Para o artista que vislumbra o maravilhoso através do real, o mundo inteiro poderá revestir um aspecto poético: cartazes, anúncios, recortes de jornal reunidos ao acaso formando poemas; pois do mesmo modo que basta arrancar um objeto ao seu sentido usual para o precipitar no surreal, também a aproximação de fragmentos de frases ou de outras imagens heteróclitas desviam o espírito da realidade e fazem‑no penetrar num outro universo” (Yvonne Duplessis). 

comerciantes protestam contra violência no centro de porto velho  

Os comerciantes da Avenida Carlos Gomes munidos de faixas e cartazes, na manhã desta segunda-feira (24) fizeram um protesto público impedindo o trânsito, na altura da Rafael Vaz e Silva, protestando contra a onda de arrombamentos, furtos e invasões a estabelecimentos comerciais. É a insatisfação que, embora sem protestos, já foi manifestada diversas vezes por comerciantes do centro da cidade e até mesmo fez com que as entidades representativas da classe pedissem a colocação de uma maior segurança ostensiva nos centros comerciais. Embora a mobilização tenha sido pacífica e pontual demonstra um problema que incomoda muito as atividades comerciais e tem se agravado com uma sucessão de novos assaltos que redundaram no atual protesto.  

UMA NOTA TRISTE SOBRE OS QUE PARTIRAM  

Na semana passada já havia ido embora Geraldo Rolim, figura conhecida de Porto Velho e esposo de Marlene Rolim, colunista social e escritora muito reconhecida em nosso meio. Agora me informam também sobre a morte de duas pessoas muito queridas. O Manoel Dias, que ajudou a fundar o PDT e foi ministro do Trabalho. Tive a oportunidade de conviver com ele por bastante tempo. Uma pessoa muito inteligente, simpática, gentil e que, além de ser fácil no trato sabia reconhecer e agradar aos amigos. Deixa um legado e saudades. Também sinto muito a ida inesperada, de vez que ainda alimentava muitos projetos e planos, do engenheiro de pesca Antônio de Almeida Sobrinho, o popular Almeidinha. Se hoje a produção de Rondônia de peixe em cativeiro se destaca, sem dúvida, grande parte se deve ao trabalho dele. Lembro que, no antigo Bangalô, quando falava em criar peixes no nosso estado as pessoas riam dele. Meus pêsames à Luisa, que até o fim alimentou a esperança de que superasse este problema que o levou à morte, aos familiares e amigos. O meu adeus ao Samurai da pesca é ainda mais sentido por ter trabalhado para que publicasse seu livro sobre aquicultura que, no fundo, era uma continuidade de sua luta pelo fortalecimento do setor.  

III FÓRUM DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE RONDÔNIA 

Previsto para o dia 26 de setembro de 2026, das 8h às 18h, no auditório do Sintero, em Porto Velho, o III Fórum de Contabilidade do Estado de Rondônia terá a reforma tributária como tema central. Com o patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia (Sebrae-RO), o evento será voltado para empresários, profissionais de contabilidade e administração, advogados tributaristas e acadêmicos O  fórum terá uma programação composta por palestras e painéis interativos. Além das discussões sobre as novas regras fiscais, o evento abordará tópicos fundamentais como comércio exterior, incentivos fiscais, estratégias de planejamento tributário e conformidade (compliance) fiscal. 

SERVIÇOS REPRESENTAM O MAIOR RISCO DA REFORMA TRIBUTÁRIA 

Qual setor será mais prejudicado na Reforma Tributária? Tudo indica, salvo melhor juízo ou mudança, que será mesmo o de serviços. Isto representa, portanto, o maior risco da reforma na medida em que, ao analisarmos o setor, veremos que nele se concentra a maior parcela das empresas brasileiras, porém, também apresenta um faturamento médio abaixo da média geral, segundo estudo da Serasa Experian. Esta datatech mostra que 63,1% das empresas pertencentes ao segmento faturam, em média, R$ 332,7 mil, valor cerca de 17% inferior à média da base, de R$ 402,1 mil. O quadro piora ainda mais quando o setor se compara a outros ramos da atividade econômica. O Financeiro, apenas 1,5% das empresas, apresenta o maior faturamento médio, de R$ 927,2 mil, o que é compreensível. Agora os setores Primário e Comércio também ficam acima da média geral, com R$ 582,7 mil e R$ 567,3 mil, respectivamente. Já a Indústria registra uma média de R$ 389,4 mil e o Terceiro Setor, de R$ 286,7 mil. O problema é que o setor serviços, o mais impactado pela reforma na medida em que terá suas alíquotas muito elevadas, é que há uma forte concentração de empresas nas menores faixas de faturamento. São 63,4% que faturam até R$ 300 mil por ano, enquanto 12,1% estão na faixa entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, 13,6% entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão e 10,9% entre R$ 1 milhão e R$ 4,8 milhões. Em termos regionais, o Sudeste possui mais da metade das empresas, com 51,4% da base, seguido por Sul (18,8%), Nordeste (16,1%), Centro-Oeste (8,9%) e Norte (4,8%). A maior concentração de empresas, porém, não se traduz no maior faturamento médio. O Norte lidera neste indicador, com R$ 432 mil, quase empatado com o Centro-Oeste, com R$ 431,4 mil. O resultado no Norte é influenciado pela maior concentração de Empresas de Pequeno Porte (EPPs) na região em comparação às demais. Na sequência aparecem Sul (R$ 414 mil), Sudeste (R$ 395,9 mil) e Nordeste (R$ 377,1 mil). 

JOVENS DE 18 A 24 ANOS CRESCEM COMO CONTRATADOS DE EMPREGOS TEMPORÁRIOS 

Segundo o Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os jovens de 18 a 24 anos aparecem como o principal grupo etário entre os trabalhadores temporários admitidos no Brasil no 1º semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram 178.186 contratações nesta faixa etária, cerca de 33,17% das admissões temporárias no período. Também a presença de jovens de 18 a 24 anos é maior entre os trabalhadores temporários do que no mercado de trabalho formal, pois representaram 27,86% das admissões formais realizadas no país, que somaram 13.966.352 contratações. Isto implica em que as admissões temporárias de trabalhadores de 18 a 24 anos, 178.186 no mesmo período de 2026, alta de 1,8% em relação as 175.056 contratações nessa faixa etária no ano passado. Diferente do mercado formal geral, onde as admissões de trabalhadores de 18 a 24 anos passaram de 3.936.555, em 2025, para 3.890.727, em 2026, uma redução de -1,2%. O que se observa, portanto é que o trabalho temporário está aumentando sua função de funcionar como uma porta para quem busca entrar no mercado ou ampliar sua experiência profissional.   

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